Fábio Rezende | Centro Veterinário do Anil - Parte 2

Quando devo levar meu pet ao veterinário?

Criar o hábito de levar o seu animal de estimação regularmente ao veterinário é fundamental para a prevenção de doenças e para o início imediato de um tratamento, caso ele seja necessário.

Muitos donos ainda têm o hábito de postergar a visita ao veterinário por achar que o mal estar é temporário e por acreditar que a ida ao veterinário pode estressar o animal. Esse hábito impede que uma doença em fase inicial seja detectada”, explica Dr. Antônio Alves de Siqueira, clínico geral e diretor médico do Centro Veterinário do Anil, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. “Para evitar contratempos, o dono precisa prestar atenção a qualquer alteração de comportamento”, completa.

Caso o animal apresente sintomas como vômito, diarreia, dificuldades respiratórias ou mudanças de comportamento como falta de apetite, agressividade e tristeza, o tutor do pet deve ficar atento.

“Nos casos que envolvem vômito e diarreia, é recomendável que o dono espere no máximo até 12 horas para ir ao veterinário”. Já nos casos relacionados à mudanças comportamentais, é aconselhável que o animal seja avaliado por um médico em até 24 horas após o início dos sintomas.

É comum que os animais mudem o seu comportamento porque estão sentindo dor. Por isso, caso o quadro se prolongue, é bom que um médico avalie o bichinho”, diz o veterinário. “E, independentemente do sintoma, nunca automedique o seu animal de estimação porque isso pode piorar o quadro clínico”, completa.

Além dos casos críticos, ao animais saudáveis devem fazer visitas regulares ao médico veterinário. O objetivo dessas consultas é fazer um check-up no pet e prevenir futuras doenças.

Saiba qual é a frequência ideal para levar o seu pet ao médico:

  • Filhotes: consultas mensais até os 6 meses de idade. Nesse período, o animal tomará as vacinas obrigatórias e o crescimento e desenvolvimento do pet será avaliado
  • Adultos (a partir dos 7 meses): consultas anuais. O animal receberá as vacinas de reforço e será feita uma avaliação clínica para analisar boca e ouvidos, qualidade do pelo e ganho de peso
  • Idosos (a partir dos 7 ou 8 anos): consultas semestrais. Além da avaliação clínica, alguns exames serão realizados como exame de sangue, ecocardiograma e raio-x do tórax e será avaliado a pressão arterial e a função renal do animal.

Cuidados necessários com as Calopsitas

A calopsita está entre as principais aves escolhidas para estar presente nas residências e costuma viver fora das gaiolas.

A calopsita é uma ave que pode ser encontrada em todos os cantos do mundo não à toa, também é adorada em todo ele. Integrantes do gênero dos psitacídeos, mesmo dos papagaios, araras, cacatuas, ela é uma das principais escolhas de quem deseja ter uma ave de estimação em casa.

Bastante independentes, a calopsita não gosta de viver em gaiola e prefere ser criada solta. Ela estará constantemente perto do dono, seguindo os passos dele pela casa, por ser um animal muito companheiro. Além disso, é conhecida pela grande capacidade de aprender truques caso seja bem treinada.

Como criar uma calopsita? Conheça os cuidados básicos:

A criação das calopsitas pode ser feita em gaiolas, mas não é o ideal, por isso ela é mais indicada para quem mora em apartamento (por ser um local mais fechado e como menores riscos de fuga). Se a intenção for criá-la solta, é importante consultar um advogado para efetuar o corte das asas. Essa é a melhor opção, já que a ave é barulhenta e precisa de espaço para que possa cantar, gritar ou assobiar sem muitos problemas.

Entre os principais cuidados básicos, o que mais se destaca é a alimentação, limpeza da gaiola (caso seja não seja criada solta), horários de sono e cuidados específicos com a saúde, que podem variar bastante e precisam de um acompanhamento médico.

Alimentação

As calopsitas vivem principalmente de sementes e rações específicas – que podem ser encontradas em pet shops ou lojas especializadas. As sementes não podem ser de apenas um tipo, geralmente são um mix de painço (em torno de 50%) e alpiste, aveia, arroz e girassol (que podem ser divididos nos outros 50%). Verduras, legumes e frutas podem complementar o cardápio.

Geralmente a alimentação da calopsita é baseada em um mix de sementes.
Caso você deseje alimentar a ave com legumes ou folhas, é preciso ficar atento. Opções como almeirão, cenoura (ralada), rúcula, couve flor, jiló, couve e abobrinha devem ser dados crus, enquanto batata doce, milho verde e sementinhas de abóbora podem ser dados cozidos, sem nenhum tipo de tempero.

Frutas como mamão, maçã e melancia também são boas pedidas para as calopsitas, assim como os ovos – desde que sejam sempre bem cozidos e amassados antes. Já os alimentos que não podem nem se quer serem considerados na alimentação das aves são: alface, alimentos fermentados (como bolos ou pães), agrião, leite e seus derivados.

Reprodução

A reprodução das calopsitas pode ser realizada a partir do primeiro ano de vida  e em qualquer época do ano. Porém, o mais recomendado é realizar entre 2 a 3 ninhadas anuais, com o objetivo de não levar as aves à exaustão. Os ninhos para o acasalamento de calopsitas podem ser tanto verticais como horizontais, apesar de os verticais serem mais comuns (com até 40 cm de altura). Tanto aves fêmeas como machos chocam. Para facilitar a reprodução, cubra o ninho com aparas ou turfas.

O acasalamento pode gerar entre 4 e 7 ovinhos, e a incubação deles varia entre 15 e 20 dias. Os filhotes devem viver com seus pais, pelo menos, até completarem 60 dias.

Como lidar com uma calopsita?

A ave extremamente ativa, além de super inteligente. Não à toa, exige interação e atenção do dono. Caso ela não receba a atenção que deseja, pode ter algumas atitudes estranhamente agressivas, como é o caso de arrancar suas próprias penas.

As calopsitas são barulhentas, apesar de serem mais calmas e quietas após a domesticação. Mesmo assim, em alguns períodos, elas vão querer cantar, assobiar ou até mesmo gritar. Quando isso acontecer, não as interrompa.

Como cuidar de um coelho doméstico

Quando você ganha ou compra um coelho você deve, naturalmente, saber como cuidar dele adequadamente. É importante separar o fato da ficção e, portanto, certifique-se que você vai ser capaz de manter o seu coelho feliz, saudável e amigável para que você e ele possam viver uma vida feliz juntos. Tente se relacionar e compreendê-los, mas de-lhes espaço também para para se tornarem o coelho que você quer que ele/ela sejam.

Coelhos devem ser alimentados com ração apropriada e ter feno ilimitado. A ração deve ser cuidadosamente controlada a partir de cerca de 6 meses para que o coelho não fique obeso.
Os vegetais devem ser dados todos os dias a partir de cerca de 6 meses de idade com o mínimo determinado pelo peso do coelho. Certifique-se de pelo menos um vegetal que você alimente-o a cada dia contém vitamina A. Frutas são quitutes especiais e devem ser dadas com moderação. Frutas e verduras só aquelas completamente livres de pesticidas e muito bem lavadas!

Limpe a gaiola do seu coelho regularmente. Afinal, ninguém gosta de uma casa suja. Você também pode criar um espaço a céu aberto, desde que tenha um espaço coberto para o coelho se proteger da chuva. Um coelho só precisa de uma gaiola de 3 metros de largura x 2 metros de profundidade X 2 metros de altura, no mínimo, mais coelhos precisam de mais espaço. O fundo da gaiola deve ser plano e não com os espaços normais de grades. Busque sempre a maior gaiola possível, pois espaços pequenos demais não são para coelhos!

Lembre-se que você terá que dar atenção para ele todos os dias, pelo menos um pouquinho. Quando viajar, certifique-se que alguém poderá tomar conta dele para você. Além desse tempo para seu coelho, deixe ele também ter alguns brinquedos seguros e atóxicos para brincar sozinho.

Consulte um veterinário e vacine seu coelho contra Doença Hemorrágica Viral (anualmente) e mixomatose (a cada seis meses). Mudanças bruscas no apetite de seu coelho ou na personalidade dele devem ser vistas com cautela e merecem os cuidados de um veterinário.

Se você tem um jardim, cuide para que este fique imune a vermes e bactérias, principalmente se você gosta de levar seu coelho para brincar nele. Doenças simples podem se tornar uma grande dor de cabeça e uma doença grave para seu bichinho.

É importante que o coelho tenha sempre algo para roer em sua gaiola, preferencialmente madeira não tratada, ou ele terá problemas com sua dentição.

Não é necessário dar banhos no seu coelho, mas se julgar necessário, pergunte ao seu veterinário qual xampu é mais adequado, para não causar nenhum problema de pele no animal.

Para mantê-los frescos nos dias quentes , coloque gelo, água gelada ou um azulejo frio na gaiola. Não coloque cobertores na gaiola, pois o material com que o cobertor é feito pode sufocar o coelho.

Certifique-se que seu coelho brinca e faz exercícios suficientes para não ter problemas devido a obesidade.

Há muitos tipos de personalidade diferentes de coelhos, alguns são ativos, alguns são preguiçosos e alguns estão no meio termo.

Carnes, bebidas gaseificadas ou coloridas artificialmente não foram feitos para coelhos. Alface é um bom alimento, desde que seja orgânico.

Faça um ambiente à prova de coelhos, escondendo os fios da casa e objetos que você não quer que ele fique roendo.

Medicamentos anti-pulgas devem ser evitados e não pense em comprar algum sem consultar um veterinário!

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